segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Mais uma sem título, mas é algo como "Devaneio Dentro de um Momento de Devaneio"

Andei de moto a tarde toda,
e que vontade louca de tê-la na garupa
pra sentir suas pernas encostarem-se nas minhas
e recostar minhas costas em seu peito,
imaginar-me no leito de seu colo
e ter o toque de suas mãos em mim
e poder tocar as pontas dos seus dedos
macios, frios de vento...
mas que lindo devaneio!

domingo, 2 de setembro de 2007

hominis femina vitam delet

Mais uma que passou em minha vida.
Que passou deixando rastros e marcas.
Manchas as quais comigo carregarei
Dia após dia lamentando a partida.

O brilho no olhar que só ela tinha
Conduz a minha podre vida às lágrimas,
Às lamentações co' as quais viverei
E ao medo d' sentir demais sua partida.

Contigo poderia ter vivido
E me declarado apaixonado.
Passaria a eternidade contigo.

Foi uma pena termos nos distanciado,
Ter de aprender a controlar libido.
Adoraria ter vivido ao teu lado!

Poema Sonoro

Olho no fundo dos olhos
dos olhos que não me olham mais.
E lembranças me laçam
entre lentes de delírio
e visões de alentar.
Me lembro do tempo
em que lembravas de mim.
(Sei que agora não lembras mais).

É lentamente que uma lágrima
me escorre o rosto
levando e lavando
minhas memórias, meus planos.

É lentamente que uma lágrima
me escorre o rosto
quando te digo que não gosto
de lembrar de ti.

(Porque eu também minto!
E minto quando digo que
de ti, assim, fácil, me esqueci).

Vi além do que as lembranças
poderiam me alentar
quando descobri que, de ti,
vivo de, nada mais, que lembrar.

sábado, 1 de setembro de 2007

Uma poesia idiota, mas bonitinha. (e sem título)

Para onde vai agora
Que a música acabou,
O sorriso fechou,
A cerveja acabou,
O bêbado caiu,
O tempo está frio,
O beijo encerrou,
Minha mão a pegou...
Para onde vai agora?
Diga-me que também vou.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

sem o devido título ainda

Eu me deito pra dormir
E sinto falta de quem
Nunca esteve aqui,
No meu leito,
Pra encostar sobre seu peito
A minha saudade,
A minha vontade,
O meu desejo de você.
Pra tirar dos meus olhos
As fotos, o escorrer de ilusões
que lacrimejam no meu rosto.
Quero uma noite em seu repouso.
Quero que pouse sobre mim o seu sono.
E que seus sonhos
Sejam sobre o pouco tempo que tivemos.
Espero que na oração
Peça que tenhamos mais e mais,
Porque só o mais não é suficiente
Para acalmar e reconstruir
Esse pobre e ferido coração que nos pertence.

domingo, 26 de agosto de 2007

O Gotejar do Dia

Hoje o dia pinga em gotas tristes.
Não me diga as horas.
Quero sentir cada uma delas.




OBS: Deve ser um haicai esse.

O Fundo do Poço

Eu sou o fundo do poço!
Sou onde ninguém jamais chegou.
Sou o fundo do poço!
O sonho e o medo de todos.

Sou a ausência da libido,
A falta de bom-senso,
O excesso de tormento,
A presença do temido.

Eu sou o amor e a indiferença,
O ódio e o dar a vida,
A poesia esquecida,
A dor que volta com freqüência.

Sou o olhar vazio,
O breu sombrio,
O lugar úmido,
Desejo mais profundo.

Eu sou a morte certa.
Sou cega como amar.
Sofro e continuo.
A insistência no confiar.

Sou o que pode ser o fim.
Final do poço ou da vida,
O começo de uma partida.
Sou o infinito em fim.

A encarnação da tristeza.
Sou uma alma viva sem beleza.
A música sem notas,
A anotação com pressa.

Sou a meditação sem paciência.
Um deus não adorado,
Um fiel sem religião,
O ateu inseguro na ciência.